Pausa para café
O Centro de Escritórios tem uma zona social constituída por uma área de leitura/biblioteca/TV e espaço para formação e uma área para bar/refeições. Um «coffee-break», ou na linguagem portuguesa, a pausa para café pode proporcionar um momento de puro prazer e confraternização entre colegas e profissionais.
MOMENTOS DE LEITURA
Sugestão do mês: “O Caminho para a Servidão” de Friedrich Hayek
Sugestão do mês anterior: “Declaração Universal dos Direitos do Homem”; a “Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia”, e as “Cinco Liberdades do Bem-Estar Animal”
PROPOSTA MUSICAL
Kenny G – Silent Night
Arquivo de Memórias: Link
Tertúlias Sociais (Post-It)
Os amigos são pérolas, tal é a sua exclusividade e dificuldade em manter. Os nossos amigos, regra geral, são discretos e permanecem próximos. Podemos esperar deles, não só um silêncio cúmplice, como as mais íntimas revelações. Neste relacionamento de informalidade e amizade a troca de impressões e pensamentos tanto podem ser desencadeados por uma leitura atenta, ou originários num post scriptum mais intimista (quase autobiográfico). Um bom amigo dá-nos a visão do seu mundo, da realidade que nos aproximou. Nunca desonra os compromissos nem toma partidos. Mas interroga-nos e eleva-nos com as suas palavras. Todo o passeio leva aos cais, a tertúlia junta-nos: com os nossos Amigos:
“(…) A liberdade não se pode dividir; as grilhetas que prendiam um homem do meu povo eram as grilhetas que nos manietavam a todos, que me manietavam a mim. Foi durante esses longos anos e solitários que a minha ânsia de liberdade para o meu povo se dilatou numa ânsia de liberdade para todos, brancos e negros. Estava ciente de que o opressor precisava tanto de ser liberto como o oprimido. Um homem que rouba a liberdade a outro homem é um prisioneiro do ódio, está trancado atrás das grades do preconceito e da estreiteza mental. Ninguém é totalmente livre quando rouba a liberdade de outrem, do mesmo modo que não é livre aquele a quem tiram a liberdade. O opressor e o oprimido são igualmente despojados da sua humanidade. (…)”
Fonte: Do livro de Nelson Mandela «Um Longo Caminho Para a Liberdade», Planeta de Livros Portugal/Crítica, 1.ª edição aumentada, outubro de 2020
“(…) Enquanto a liberdade «negativa» quer sobretudo limitar a autoridade, a «positiva» quer apoderar-se dela exercê-la. Esta noção é mais social do que individual, pois fundamenta-se na ideia (muito justa) de que a possibilidade que cada indivíduo tem de decidir o seu destino está em grande medida subordinada a causas sociais, alheias à sua vontade. Como poderá um analfabeto desfrutar da liberdade de imprensa? Para que servirá a liberdade de viajar para quem vive na miséria? A liberdade de trabalho significará porventura a mesma coisa para o dono de uma empresa e para um desempregado? (…)”
Fonte: Do livro «O Apelo da Tribo», de Mario Vargas Llosa, Quetzal, série Américas, 1.ª edição, Outubro de 2019
“(…) Somos qualquer coisa, e não somos tudo. O que somos priva-nos do conhecimento dos primeiros princípios, porque nascem do nada. E o pouco que somos esconde-nos a visão do infinito. A nossa inteligência ocupa na ordem das coisas inteligíveis a mesma posição que o nosso corpo na extensão da natureza. Limitados em todos os aspectos, encontra-se em todas as nossas forças este estado que ocupa o meio termo entre dois extremos. Os nossos sentidos não aprendem nada de extremo. Demasiado ruído ensurdece-nos, demasiada luz ofusca-nos, demasiada extensão e demasiada brevidade do discurso obscurecem-no, demasiada verdade abala-nos. (…)”
Fonte: Do livro «Pensamentos», de Blaise Pascal, Livro de bolso Europa-América, 3.ª edição, Fevereiro de 1998
“(…) com todas as manhas da surpresa e do abuso, um grupo de cholos caiu sobre o primeiro huasipungo, numa experiência de ataque para os seguintes.
– Fora! Fora daqui! Têm de sair imediatamente!
– Ordenou um dos homens postado no portão da cerca, dirigindo-se a uma índia que nesse momento triturava milho e a dois guaguas que perseguiam as galinhas, sem as deixar aproximar da choça.
A índia e os guaguas, em face da ordem insólita, ficaram estupefactos sem saber o que dizer ou fazer. Apenas o cão reagiu imediatamente com um latido prolongado e lastimoso.
– Tratem de sair já, carajo! Vamos iniciar os trabalhos ordenados pelos senhores gringos – insistiam os intrusos, penetrando no pátio do husipungo. Naquele instante surgiu um índio da choça, que, com a voz despertada, protestou:
– Porque nos hão-de tirar daqui, pes? Este é o meu huasipungo. Mesmo desde o tempo de patrún grande. É o meu huasipungo, carajo!
Foram diferentes as respostas que recebeu dos cholos, que se preparavam para o seu trabalho devastador …
– Não sabemos nada, carajo!
– Toca a andar!
– Fora … fora! …
– Na montanha há muito espaço.
– Esta terra é necessária ao patrão.
– Fora! Todos fora! (…)”
Fonte: Livro de Jorge Icaza «Huasipungo», Edições 70, outubro de 1980
Informações sobre futuras iniciativas tertulianas vá ao Club Gr’Alma (Favo Virtual).
Para saber de outras tertúlias e dos textos que lhes serviram de inspiração, click aqui ou no ícone/livro, abaixo.
Edições da Revista “Lazer & Negócios Algarve”